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El mundo está en slow motion, eventualmente, en algunos casos, en pause. Pues el cine argentino en Portugal estará, del 17 al 21 de junio, en modo replay en cinemasaojorge.pt. VAIVEM y el Cinema São Jorge decidieron reprogramar para enero la 6ª edición de AR – Festival de Cinema Argentino. Aún no es posible volver a las salas pero, mientras se espera, se podrá reivisitAR online, exclusivamente en Portugal, algunos films exhibidos en las últimas ediciones en el Cinema São Jorge, en Lisboa.

La apertura será el 17 de junio con un documental muy especial de María Álvarez, Las Cinéphilas, en el que retrata a un grupo de mujeres jubiladas cinéfilas hasta la médula que dilatan el pasar de sus días en la oscuridad del cine. Un film-homenaje que ahora, en junio de 2020, más parecería de ciencia ficción por la distancia conceptual que significa imaginar a un grupo de jubiladas en una sala de cine y que se revisitARá en esta oportunidad para que no perdamos de vista lo que realmente es importante. Es que no dudamos de que imágenes como esta van a poder volver a ser posibles.

Seguimos con El Día que Resistía, una especie de thriller delico-dulce, el 18 de junio. Este airoso primer largometraje de Alessia Chiesa sigue de cerca, con bastante madurez y gracia, a tres hermanos pequeños y a un perro que, solos, esperan a sus padres en una enorme casa en el medio del campo. El viernes 19 de junio será la vez de viajar a través de esa magia característica de los clásicos con el divertido y astuto La Vendedora de Fósforos de Alejo Moguillansky, en el cual una pareja y su pequeña hija substraen el significado a la palabra «rutina» al releer el cuento de Hans Christian Andersen.

El sábado 20 de junio será será día de colocar la Mochila de Plomo a las espaldas y acompañar, sin reservas, las aventuras de dos adolescentes de mirada madura que buscan la respuesta a su dilema. Darío Mascambroni vuelve a filmar en su provincia natal, Córdoba, y nos entrega este lindísimo coming from age.

Y este interludio de AR termina con uno de los largometrajes más sui generis de los últimos tiempos, La Película Infinita de Leandro Listorti, que consigue la proeza de hacer un increíble film a partir de films que nunca fueron terminados.

RevisitAR estas películas argentinas es una opción que pretende enriquecer la espera para volver a las salas sin dejar de fomentar una esperanza infinita en el futuro.

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O mundo está em slow motion, eventualmente, nalguns casos, em pause. Pois o cinema argentino estará, de 17 a 21 de Junho, em modo replay no cinemasaojorge.pt. O Cinema São Jorge e a VAIVEM decidiram adiar para Janeiro a 6ª edição do AR – Festival de Cinema Argentino. Agora ainda não é possível ir às salas mas, enquanto se espera, vai ser possível revisitAR online alguns filmes exibidos nas últimas edições no Cinema São Jorge, em Lisboa.

A abertura será no dia 17 de Junho com um documentário muito especial de María Álvarez, Las Cinéphilas, no qual retrata um grupo de mulheres reformadas cinéfilas até à medula que dilatam o passar dos seus dias no escuro do cinema. Um filme-homenagem que agora, em Junho de 2020, mais pareceria de ficção científica pela distância conceptual que significa imaginar um grupo de reformadas numa sala de cinema, mas que se poderá revisitAR nesta oportunidade para que não percamos de vista o que realmente é importante. Porque imagens como esta vão voltar a ser possíveis.

Seguimos com El Día que Resistía, uma espécie de thriller delico-doce, a 18 de Junho. Esta airosa primeira longa-metragem de Alessia Chiesa segue de perto com bastante maturidade e graça três irmãos pequenos e um cão que, sozinhos, esperam os pais numa enorme casa no meio do campo. Na sexta-feira, 19 de Junho, será a vez de viajar através dessa magia característica dos clássicos com o divertido La Vendedora de Fósforos de Alejo Moguillansky, no qual um casal e a sua pequena filha subtraem o significado à palavra “rotina” ao reler o conto de Hans Christian Andersen. 

Sábado 20 de Junho será a vez de colocar a Mochila de Plomo às costas e acompanhar, sem reservas, as aventuras de dois adolescentes de olhar maduro que procuram a resposta para o seu dilema. Darío Mascambroni volta a filmar a sua província natal, Córdoba, e entrega-nos este lindíssimo coming from age. 

E este interlúdio do AR termina com um dos filmes mais sui generis dos últimos tempos, La Película Infinita de Leandro Listorti, que consegue a proeza de fazer um incrível filme a partir de filmes que nunca foram terminados.

RevisitAR estes filmes argentinos é uma opção que pretende enriquecer a espera para voltar às salas sem deixar de fomentar uma esperança infinita no futuro.

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PROGRAMA | cinemasaojorge.pt
(exclusivo para Portugal)

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Miércoles 17 de junio | De 16h a 23.30h
LAS CINÉPHILAS, María Álvarez

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Jueves 18 de junio | De 16h a 23.30h
EL DÍA QUE RESISTÍA, Alessia Chiesa

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Viernes 19 de junio | De 16h a 23.30h
LA VENDEDORA DE FÓSFOROS, Alejo Moguillansky

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Sábado 20 de junio | De 16h a 23.30h
MOCHILA DE PLOMO, Darío Mascambroni

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Domingo 21 de junio
LA PELÍCULA INFINITA, Leandro Listorti

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revisitarLCLAS CINÉPHILAS, María Álvarez
Documentário, 2017, 81’
Quarta-feira 17 de Junho | De 16h a 23.30h | cinemasaojorge.pt

Interessa-me o mundo interior, é isso que te pode salvar na velhice, diz a realizadora a propósito deste filme enternecedor sobre o passar do tempo, sobre a cinefilia. Álvarez acompanha seis mulheres reformadas em três países diferentes, Argentina, Espanha e Uruguai, que partilham um amor imenso pelo cinema. Através de conversas, confissões, deambulações por Montevidéu, à varanda num lusco-fusco de Madrid, ao atravessar uma rua em Buenos Aires ou numa corrida para chegar à sala durante o festival de Mar del Plata, sabemos mais sobre estas mulheres que nos falam, por exemplo, sobre Bergman ou que procuram o tempo perdido de Proust. A câmara é, em todos os momentos, respeitadora e cúmplice e elas, agora também elas, tal como as estrelas de cinema que todas as tardes visitam, perdurarão.

Realização María Álvarez | Argumento María Álvarez | Fotografia Tirso Díaz-Jares Rueda | Montagem María Álvarez | Interpretação Paloma Diez-Picasso, Chelo DomínguezEstela ClaveríaNorma BárbaroLucía Aguirre | Produção Tirso Díaz-Jares RuedaMaría Álvarez

– Locarno 2017

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revisitarEDQREL DÍA QUE RESISTÍA, Alessia Chiesa
Ficção, 2018, 98’
Quinta-feira 18 de Junho | De 16h a 23.30h | cinemasaojorge.pt

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Fan, Tino e Cla (9, 7 e 5 anos) são três irmãos que esperam o regresso dos pais numa casa de campo. Entre festas de rebuçados e brincadeiras com Coco, o atento cão, leituras de Hansel e Gretel e lavagens de dentes, a espera prolonga-se e vai transformando o ambiente lúdico e divertido numa solidão algo inquietante e misteriosa. Chiesa, nesta primeira longa-metragem, compõe com enorme sensibilidade e critério uma gradação de dissonâncias e sintoniza um olhar singular sobre a infância, que teme a escuridão tanto quanto pulsa frescura..

Realização Alessia Chiesa | Argumento Alessia Chiesa | Fotografia Alejandro Bonilla | Montagem Maxime Cappello, Baptiste Petit-Gats, Alessia Chiesa | Som Agathe Poche, Mercedes Tennina | Interpretação Lara Rógora, Mateo Baldasso, Mila Marchisio | Produção Alessia Chiesa, Laura Guinde

> Berlinale 2018

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revisitarLVDF

LA VENDEDORA DE FÓSFOROS, Alejo Moguillansky
Ficção, 2017, 71’
Sexta-feira 19 de Junho | De 16h a 23.30h | cinemasaojorge.pt

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Em 2014 o compositor alemão Helmut Lachenmann apresentou a sua versão de A Pequena Vendedora de Fósforos de Hans Christian Andersen no Teatro Colón em Buenos Aires. A partir daqui, Moguillansky lança-nos numa órbita de menções e referências. Um casal portenho e a sua pequena filha, uma cidade em plena greve de transportes, uma orquestra em crise de função pública, uma brilhante pianista (Margarita Fernández), sempre algum humor, um guerrilheiro do exército vermelho alemão e o Au Hasard Balthazarde Robert Bresson a certa altura marca o ritmo. Pouca pausa. Enredos e desventuras várias, um aguçado sentido lúdico e coreográfico e a prova de que El Pampero Cine é uma das mais interessantes produtoras cinematográficas latino-americanas.

Realização Alejo Moguillansky | Argumento Alejo Moguillansky | Fotografia Inés Duacastella | Montagem Alejo MoguillanskyWalter Jakob | Som Marcos Canosa | Interpretação María Villar, Walter JakobHelmut LachenmannMargarita FernándezCleo Moguillansky | Produção Eugenia Campos Guevara, El Pampero Cine

– BAFICI 2017

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revisitarMDPMOCHILA DE PLOMO, Darío Mascambroni
Ficção, 2017, 67’
Sábado 20 de Junho | De 16h a 23.30h | cinemasaojorge.pt

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Depois de Primero Enero (AR 2017), Mascambroni volta com este belíssimo Mochila de Plomo (mochila de chumbo) a filmar em Córdoba, essa província que tem originado alguns dos mais estimulantes títulos do cinema argentino contemporâneo. Tomás tem 12 anos, é inquieto e consciente do mundo que o rodeia, e vive com a mãe. Perdeu o pai há uns anos mas não sabe bem como e, junto ao seu amigo Pinchín e com uma arma na mochila, vai à procura do sentido por detrás de tantos relatos contraditórios e de sucessivos eufemismos. Quase tudo o que nos acontece na adolescência é determinante e, paradoxalmente, é quando menos temos controlo sobre as nossas vidas, diz a propósito do filme este jovem realizador que empunha um pincel maduro no meio do painel humano.

Realização Darío Mascambroni | Argumento Darío Mascambroni, Miguel Ángel PapaliniFlorencia Wehbe | Fotografia Nadir Medina | Montagem Lucía Torres | Som Martín Alaluf | Interpretação Facundo UnderwoodGerardo Pascual, Elisa GaglianoAgustín RittanoOsvaldo Wehbe, Rubén Gattino | Produção Fernanda RoccaDarío Mascambroni

– Berlinale 2017

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revisitarLPILA PELÍCULA INFINITA, Leandro Listorti
Documentário, 2018, 54’
Domingo 21 de Junho | De 16h a 23.30h | cinemasaojorge.pt

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O AR despede-se desta 5ª edição com um belíssimo quebra-cabeças cinematográfico que conta a história do que não aconteceu. A partir de fragmentos justapostos, Listorti constrói um percurso através de mais de dez filmes que nunca terminaram, por exemplo, El Eternauta (1968) de H. Gil, Zama (1984) de N. Sarquís, Sistema español (1988) de M. Rejtman ou El ocio (1999), de M. Llinás e A. Mendilaharzu. Um Frankenstein que é, ao mesmo tempo, uma panorâmica em found footage mas, sobretudo, uma história paralela do cinema argentino.

Realização Leandro Listorti | Argumento Leandro Listorti | Montagem Felipe Guerrero | Som Roberta Ainsten | Produção Leandro Listorti, Paula Zyngierman

> Rotterdam 2018

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Mais informação:

vaivem.com.ar

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facebook.com/vaivem.cine

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